Era uma vez e o desafio do boca-a-boca

por Alexandre Fugita 18:49

Assisti ao primeiro longa do diretor Breno Silveira por causa do boca-a-boca. De tanto falarem que 2 Filhos de Francisco era bom acabei assistindo. E, sim, foi ótimo! Já com o segundo filme dele, o Era uma vez, foi diferente. Fui a uma pré-estréia antes de todo mundo, ou seja, não fiquei sabendo através dos outros se era bom ou não. Melhor assim, expectativas neutras.

De forma geral gostei do filme. Trata-se da história de Dé (Thiago Martins), morador do morro do Cantagalo no Rio e seu envolvimento com a patricinha Nina (Vitória Frate), que vive em um apartamento em plena Viera Souto na praia de Ipanema. Daí surge um contraste que já vi em várias histórias. Parece um Titanic e um Romeu e Julieta misturados com Cidade de Deus, passando por Crash, guardadas as devidas proporções.

Conversando com um carioca, fiquei sabendo que o filme não mostra estereótipos forçados da sua cidade e que histórias do menino pobre e menina rica são até comuns no Rio de Janeiro. Alguns clichês foram óbvios demais, até engraçados. O final diferente pode dar um ar de filme alternativo, mas não se engane.

Já havia assistido a outros filmes com participação importante do diretor de Era uma vez. No ótimo Eu, Tu, Eles, Breno Silveira foi o diretor de fotografia. Lembro-me que gostei daquele filme tanto pela música quanto pela fotografia. Desta vez gostei da fotografia apesar da sensação JJ Abrams em algumas cenas.

O grande trunfo deste filme é o fato do Dois Filhos de Francisco ter sido um grande sucesso. O grande desafio é chegar ao mesmo patamar em termos de divulgação boca-a-boca.


8 comentários

  1. Tiago Cordeiro disse:

    O carioca sou eu? :-p

    Realmente, a história em si acontece. Na verdade, o que eu acho inverossímil é o pai da menina, de repente, acordar para a violência perto dele. Quem mora por ali sabe que é assim.

    Normalmente, pais de classe média têm uma reação muito menos compreensiva quando se vêem diante de uma situação dessas. E, sob hipótese alguma, tem como um traficante cair e dez anos voltar como acontece com aquele vilão do filme.

    As reviravoltas do irmão também são bem malucas. Se ele virasse um líder de tráfico ou alguém influente no crime, saberiam disso bem antes dele sair da prisão.

    A fotografia é muito boa mesmo. Eu não sabia que ele tinha sido diretor de fotografia do Eu, Tu e Eles, deve ser por isso que nos dois filmes dele é algo que realmente sobressai.

  2. Olé disse:

    O que mais eu gostei de saber na carreira do diretor é que Dois Filhos de Francisco não só deu enorme projeção, mas introduziu muito mais poesia em sua vida e nas obras sucessivas. Acho um ganho muito importante para ele como artista.
    E, apesar dos problemas de justificativa de enredo, eu gostei do filme.
    Até mais!

  3. SaladaCultural disse:

    Olá!

    Achei seu blog muito interessante.

    Muito bons comentários… Parabéns!

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  4. Linha de Passe disse:

    Linha de Passe, um filme de Walter Salles e Daniela Thomas, diretores de ‘Terra Estrangeira’, ‘Central do Brasil’ e ‘Diários de Motocicleta’.

    http://www.linhadepasseofilme.com.br

    http://br.youtube.com/watch?v=htb3pX-6CVA

    Sandra Corveloni, Melhor Atriz em Cannes 2008.

    Estréia 5 de setembro.

  5. kemerson disse:

    melhor filme que ja assisti

  6. caciane disse:

    adorei esse filme a primeira vez que eu asisti adorei munto interesante fiseram um fil muito real adorei

  7. caciane disse:

    esse foi o melhor filme que eu assisti muito legal e real

  8. Tiago Cordeiro disse:

    Nossa, já faz doze anos dessa cabine. O tempo voa. :)

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